

A 24ª Parada Gay de Sergipe foi um sucesso de público e animação. Com o tema “Envelhecer e resistir”, o evento reuniu milhares de pessoas na Orla da Atalaia, em um dia marcado por celebração da diversidade, shows e manifestações culturais. A Prefeitura de Aracaju disponibilizou estrutura com palco, sonorização, iluminação, trios elétricos e, pela primeira vez, um camarote acessível. Para marcar a data, os Arcos da orla também ganharam as cores da comunidade LGBTQIAPN+. Entre as atrações, o destaque ficou para o show da cantora Karol Conká, além de artistas locais.

A deputada estadual Linda Brasil (Psol) desfilou com um look feito especialmente para a Parada Gay (Foto: Instagram)
A coordenadora geral da Parada Gay de Sergipe, Tatiane Araújo, também reforçou o caráter político e social do evento. “Hoje [domingo] é um dia em que transformamos em festa uma reivindicação pública, lembrando que precisamos pensar cada vez mais em políticas efetivas. A parada é um momento cultural e também turístico, que movimenta os hotéis da orla, mas carrega um forte caráter político. Ela reafirma que ainda precisamos envelhecer com dignidade, garantir políticas públicas na educação e ter acesso a políticas de saúde que realmente nos incluam”, salientou.
A jovem Chaihera Matos Santos, de 26 anos, chegou cedo para aproveitar toda a programação da Parada. Para ela, iniciativas como essa reforçam o sentimento de pertencimento. “Fico feliz em participar de um momento que nos dá ainda mais orgulho e nos ajuda a nos reconhecer como pessoas que amam e que merecem ser amadas”, afirmou.
O ator José Aldo de Oliveira também ressaltou a importância da festa como espaço de liberdade e afirmação. “Eu acredito que é muito importante reafirmar nossa posição, nosso direito de existir e de ocupar espaços, assim como nossa cidadania. Mais do que tudo, é essencial preservar nossa liberdade de expressão e o direito de viver bem. Aqui, quero dançar e agradecer imensamente por esse momento”, ressaltou.
Além da celebração, o evento também movimentou a economia informal, garantindo renda extra para ambulantes. Foi o caso de Tainá Lima, professora de dança e vendedora, que destacou a relevância da festa. “Esse evento é muito especial em Aracaju, porque é o único dia em que a gente realmente vibra e consegue mostrar o quanto ele é importante, não só para a cidade, mas também para outros estados e países. Participo todos os anos e, neste, estou aqui como vendedora ambulante, dançarina e integrante do corpo coreográfico”, celebrou ao lado da companheira Tarimã Rocha.
Fonte e fotos: Secom/PMA