Costumo dizer que além da editora e mais alguns funcionários do site, só quem lê meus escritos é minha amiga Synara. É só ela que reclama quando deixo de publicar, pelo menos. O que significa que não farei tanta falta assim.
Gostaria de estar por aqui só estudando, assim daria tempo para curtir o Rio, malhar e dar contas das exigências do curso, que são muitas. Entretanto, não sou filha de pai rico, nem fiz um casamento que me propiciasse uma boa pensão, por isso só posso sustentar a mim e a minha filha com o meu trabalho. E não estou reclamando de nenhuma das situações, gosto de me sustentar, fui casada e tenho uma filha com um belo exemplar de homem, em todos os sentidos, e tenho um pai que amo mais que qualquer coisa nesse mundão.
Mas a minha vida no Rio não tem sido fácil, trabalho o dia inteiro, aula e madrugadas de estudo e escrita. Não me resta tempo para escrever a coluna. Ela nem me toma muito tempo, escrevo rapidamente, mas preciso de inspiração e tudo o que consigo pensar é no meu tema de pesquisa, na metodologia, em Foulcoult, Bourdieau, Araújo, etc, ou seja, nada que interesse aos leitores da coluna.
Quando por ventura uma boa idéia me vir à cabeça e achar que é preciso dividir com vocês, escrevo e tenho certeza que o site publicará com prazer. No mais, fica a saudade imensa de Aracaju, dos amigos queridos, da vista da 13 de julho, dos golfinhos no Rio Sergipe, do caranguejo na passarela, da comida de D. Maria, da gargalhada da Cris, das conversas loucas com Ariadna, Iara e Rísia, do meu gato e do cheiro e sorriso da minha filha. Saudades que mato com as visitas mais esporádicas do que gostaria.
Até qualquer dia!